Apresentando os Números

Fazia algum tempo que desejava apresentar os números oficialmente ao Tatá, obviamente que isso aconteceria na junção de conhecimentos com brincadeiras.

Tintas Comestíveis

Tintas comestíveis são sempre uma boa pedida para momentos de diversão garantida, com a possibilidade de trabalhar texturas, cores, coordenação motora, sensibilidade, equilíbrio...

Apresentando os Números

Fazia algum tempo que desejava apresentar os números oficialmente ao Tatá, obviamente que isso aconteceria na junção de conhecimentos com brincadeiras.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Aprendendo a cozinhar!

A maternidade realmente transforma uma mulher, ela nem imagina ser capaz de fazer determinadas coisas que nunca havia feito antes. E claro, cada uma com suas lacunas! 

No meu caso aprendi a cozinhar quando o Tatá chegou nos seis meses de vida! Assim como ele estava experimentando pela primeira vez um purê de batatas, a mamãe aqui estava fazendo esse alimento também pela primeira vez! Ai como é lindo essa cumplicidade de estréias!

De lá pra cá até feijão na panela de pressão eu encarei! E depois de muitas "gororobas" e alguns "manjares dos deuses" comecei a "me sentir" uma profissional e resolvi iniciar o Tatá nas artes culinárias! ...kkk





A receita escolhida foi biscoitos amanteigados, já que a consistência é ótima para o manuseio infantil. Separei os ingredientes com o Tatá no colo, assim ele veria tudo, e depois coloquei-o na mesa para que pudesse sentir a textura de cada um.








Fiz a mistura da massa (segue receita abaixo), porque a manteiga precisa ser derretida e portanto estava quente, mas depois na hora de abrir ele foi o coordenador da nossa cozinha!
 





Até abençoar a massa ele desejou, acho que para garantir que os biscoitos seriam "comíveis"...kkk







E como a apresentação do prato é tudo, obviamente que tínhamos forminhas decorativas para dar charme aos biscoitos e ser mais convidativo ao Tatá pôr a mão na massa!


 



 Ele simplesmente amou brincar de culinária, e amou tanto que tive dificuldades de conseguir montar alguns biscoitos!! Mesmo deixando uma parte da massa só para ele, é claro que a massa da mamãe era necessária para encher suas forminhas. 

Amou o formato de estrela, que enchia e esvaziava o tempo inteiro e aproveitei para mostrar como é o formato do coração, do losango e do triângulo!

Dez minutinhos depois tudo estava pronto e então pudemos saborear nossos primeiros biscoitos amanteigados!

Ah, sim...ficaram uma delícia!  




A cozinha ficou de pernas para o ar! O Tatá jogou massa para todos os lados, ficou todo branquinho de farinha e comeu muita massa crua, mas foram momentos mágicos a nossa parceria na cozinha. Afinal, porque não mamãe?


Recado para o Tatá: Filho demos boas risadas, principalmente quando você queria sequestrar a massa da mamãe. Toda vez que cortava um formato e ia colocá-lo na bandeja você dava um bote e desmanchava tudo! Você gargalhava alto da sua malandreza.  Foi o máximo! E quando seu papai comeu os biscoitos que fizemos ele nem acreditou de tão gostosos que estavam. Te amo filho.


Só uma dica: Se for fazer estes biscoitos é melhor preparar três receitas, primeiro porque rende poucos biscoitos, segundo que seu bebê vai brincar com uma parte (ainda reaproveitável) e terceiro que metade da receita pode ir para o chão!

Esta brincadeira/atividade foi inspiração do livro " Brincadeiras criativas para bebês inteligentes" da Coquetel, que você acha em bancas de  jornais!


Receita:
180g de farinha de trigo;
125g de manteiga derretida;
60g de açúcar refinado;
2 colheres de chá de gengibre;
1 gema de ovo.

Peneire a farinha e acrescente a manteiga, o gengibre e misture, depois coloque o açúcar e a gema. Pronto é só abrir e usar as forminhas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uma bacia do barulho!


Outro dia fiz aqui em casa um encontro de bebês para uma tarde musical, foi ótimo, principalmente porque as mães não se conheciam. Tudo começou na internet, o que é uma ótima maneira de tornar o virtual em real.

Por conta disso havia recolhido junto com o Tatá sementes da maravilhosa árvore Flamboyant (aquela super vermelha!), elas seriam o "reco-reco" das crianças.

Em homenagem a tarde gostosa, uns dias depois fiz uma "bacia sensorial" musical, com os instrumentos que ele já conhecia. Apitos, bolas com gizos, sininhos, garrafa com macarrão, potinhos com arroz, etc.. 
  




Achei que ele não iria dar muita bola por ter brincado a poucos dias com tudo aquilo, mas me enganei, ele explorou toda a bacia. Primeiro foi observando e andando ao seu redor e aos poucos foi tirando instrumento por instrumento e usando cada um deles conforme sua função.





 



O chocalho de índio sempre foi o seu favorito, ele sacode no ar para escutar o som, mas ao mesmo tempo usa-o como tacape! Será que é herança dos antepassados adormecidos?????







A bateria de panela com o rachi também é um instrumento  familiar, mas ele nunca havia tirado um som dentro da bacia, achou super interessante. 


O fato de apresentar o mesmo brinquedo em situações diferentes e em dias distantes faz com que a criança re-descubra a diversão ao mesmo tempo que sua memória é trabalhada, já que ela lembra do que se trata mas agora ativando outras percepções, num patamar mais desenvolvido que dias ou meses antes.

 



Entretanto a novidade ficou por conta dos "colares de carnaval" que coloquei como base, ele não se interessou por colocá-los, aliás ficou até irritado quando tentei mostrar a utilidade daquela coisa brilhante, mas acabou arrastando os colares pela casa toda, deve ter pensado que estava levando algum "cachorrinho imaginário" para passear, sei lá...kkk 







No fim foi aquela farra de barulhos estranhos e jeitos novos de fazer arte!






Os móveis foram alvos fáceis para as batidas com o "tacape/chocalho de índio", e a pequena "bateria/panela" ficou toda amassada de tanto ser "arremessada" no chão, mas tudo bem, afinal, porque não mamãe?


Recado para o Tatá: Filho você é um criativo arranjador (de bagunça claro!), pena que você não topou a mamãe te colocar os colares, mas tudo bem porque sua fantasia para o próximo carnaval já está comprada..hahahahahahaha....  





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Interagindo com a Natureza.

Uma das formas mais gostosas e saudáveis de conhecer e interagir com a Natureza é estando em contato direto com ela. O Táta teve sorte de nascer numa ilha com tanta variedade de belezas naturais. Aqui em Florianópolis temos além das praias, dunas, cachoeiras e várias montanhas com trilhas deliciosas.

Numa tarde de domingo resolvemos de última hora fazer a terceira trilha com o Tatá, e mesmo sem grandes preparações (fui de chinelo!) nos divertimos muito.





Essa trilha é considerada "dificuldade média" (Lagoa do Peri), e levamos 3 horas para percorrê-la. O Tatá ficou maluquinho e em todo o trajeto ficou falando sem parar. Era um tal de "arve" (árvore) pra cá, "fû" (flor) pra lá, que dava gosto de ver. 

Mesmo no meu colo ele queria pegar os cipós que apareciam no meio do caminho, e eu deixava obviamente , além do que  aproveitava para dar uma paradinha e descansar um pouco (claro né!).
Depois de algum tempo precisei trocá-lo, então escolhi um lugarzinho mais adequado e pumba...canga no chão! Quer coisa mais gostosa que trocar a fraldinha no meio de um monte de flores?






Depois de um lanchinho com frutas e água foi a vez de deixá-lo explorar o ambiente, e adivinha, saiu correndo para a lagoa. No leito do rio havia muitos gravetos e pedrinhas de diferentes tamanhos, e ele aproveitou para praticar "lançamento ao ar".




A água desta lagoa é bem rasinha o que permite a criança ir bem longe. Isso é ótimo porque ela adquire confiança e si mesma. E como é bem tranquilo, nós (papai e mamãe) ficamos sossegados sabendo que não aconteceria nada de errado. 





O Tatá explorou muita coisa, tanto nas nossas paradas quanto na trilha. Sempre que eu via algo diferente parava e chamava a sua atenção. Era uma bromélia na árvore, um cogumelo no chão, um pássaro voando, ou um verde diferente nas folhas. 


Passeios simples assim já são uma boa forma de introduzir a educação ambiental nos pequenos. Jamais podemos subestimá-los, ou achar que é muito cedo para isso, ou para aquilo, ou pior ainda, achar que eles ainda não entendem nada, muito pelo contrário, é levando seu bebê no meio do mato que ele aprenderá a dar valor à natureza, é a visão de mundo diferenciada que tanto precisamos. 

Sou super à favor de mais passeios no meio da natureza do que nos shoppings, e se não tem lagoas e trilhas, tem sempre um parque perto de uma casa. O aprendizado é rico e o prazer é garantido!







Na volta não teve jeito, o Tatá simplesmente desmaiou! Pudera, brincou tanto que merecia um descanso feliz. Pena que não estava tão confortável (no entanto, o colinho da mamãe é um lugar mágico e sem fronteiras. Acho que até sonhou com sua caminha!)

O bichinho foi ficando cada vez mais pesado para mim, quase escorregamos numas ladeiras, e cheguei com os pés super doloridos, mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho seu pai tirou cada foto sem ângulo de nós três juntos, uma hora era só você que aparecia, outro momento era só a cabeça dele, ou então close no pescoço da mamãe. Resumindo meu amor, seu pai precisa urgentemente comprar uma câmera melhor e fazer um curso com ela...kkkkk...você ficou com poucas foto aceitáveis desta trilha! Beijos e te amamos!
 

 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Espuma divertida.

Depois que o Tatá fez seis meses eu estava louca para experimentar um monte de coisas legais com ele, e aí quando a bandeira verde da pediatra balançou comecei a inventar as brincadeiras. O tempo foi passando, passando e eu simplesmente tinha esquecido da atividade mais óbvia...ESPUMA DIVERTIDA!

Esperei fazer um dia bonito (em pleno outono), e mesmo com meias coloquei meu "baibynho" para curtir as ondas da espuma.

Enchi a bacia de shampoo, fiz um "bem bolado" com graveto, arame e barbante (para imitar minimamente aqueles suportes das bolas gigantes) e fiquei só olhando.



Como eu me arrependi de não ter feito isto antes, acho que foi a brincadeira que mais tempo ele se divertiu, aproximadamente uns 40 minutos (o que é muito para os bebês novinhos), brincou tanto que até esqueceu da mamãe aqui. Às vezes ele me olhava e fazia "seu típico uau", mas automaticamente voltava para aquela coisa branca, com textura diferente e em abundância na sua frente.






Ele gostou tanto que toda hora se esforçava para ficar em pé e balançar seu instrumento (assim como a mamãe havia feito antes) para ver as bolas se formarem. Nesta época ele estava começando a aguentar todo o seu peso na "posição bípede" (pena que não tenho foto para ilustrar, somente vídeo). 

Sem querer havia proporcionado um incentivo para que ele se exercitasse mais, tanto nos membros inferiores (ficar em pé) quanto nos membros superiores (alongar-se e mexer com os braços inúmeras vezes, já que as bolinhas infelizmente acabaram não saindo de fato!).




Fora que, brincar com espuma instiga a imaginação infantil, ponto importante para ajudar nas concepções sobre as coisas o mundo.

Ele também transferia a água espumosa para os outros recipientes, o que é fantástico para o bebê que tudo o que vê e faz é novidade.

Resumindo: uma brincadeira simples, divertida, barata, e estimulante para as diferentes inteligências neurais/corporais.

Estava frio? Sim! Ficou todo molhado? Hã-hã! Chegou a espirrar?  Algum tempo depois. Mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho, a mamãe neste dia ficou tão feliz e tão frustada ao mesmo tempo, porque gastei todo seu shampoozinho e no fim as bolas que esperava nem surgiram! Tentei, tentei, e tentei de novo, e não deu certo, e quanto mais você me via balançar o graveto ficava mais desesperado para fazer a mesma coisa. Então a mamãe desistiu (e ainda bem) e te deu logo o instrumento mágico, que te fez alucinar de vez! Aí eu soltei um risinho de: esse é caminho certo! Te amo!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Carrinho reciclado.

Quando o Tatá estava começando seus primeiros pré-ensaios para andar, resolvi fazer um carrinho reciclado para incentivá-lo a chegar mais longe, afinal as crianças desenvolvem com tanta rapidez que dá medo! 

Nada melhor que um brinquedo interessante para o baby aprender a entrar e sair, levantar e agachar, subir e descer, mesmo que ainda não saiba andar, porque essas habilidades com certeza ajudarão a desenvolver passadas mais firmes na hora certa.


 


Esse malabarismo levou algum tempo para se efetivar, no início ele preferiu apenas curtir o "possante" sem gastar muita gasolina...kkk

Pedia para o colocarmos dentro e lá ficava só brincando com o volante e a buzina de tampinha.





 

Entre um "faz de conta" e outro íamos vendo ele experimentar e arriscar cada vez mais, e no seu ritmo natural ia aumentando suas possibilidades corporais.

Acredito que muitas coisas na vida seja uma questão de oportunidades, imagina então na vida de um baby que pode ter a chance de se arriscar saudavelmente ou ficar preso dentro de um "chiqueirinho" esperando o tempo passar.  

Que me desculpem as mães que preferem a segunda opção, mas os pais é que fazem a diferença no desenvolvimento das crianças. E no fundo é tudo uma questão de escolhas e não de tempo livre!

   





Para fazer esse brinquedo usei uma caixa de papelão, 4 latinhas de refrigerante da mais fininha, mais papelão para fazer o volante, uma tampinha para a buzina e papel celofane e prateado para compor o "desing arrojado"! Dentro coloquei uma almofada para ficar mais confortável.

Durante o dia não era problema ficar arrastando o Tata pela casa, mas quando chegava a noite eu tirava no "par ou impar" com o marido para ver quem seria o combustível da vez!



Minha coluna algumas vezes foi "pro brejo", e meu coração bateu rápido demais, mas ia deixar de brincar? Não! A carinha dele de contente era impagável, afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor, teve um dia que a mamãe ficou até rouca de tanto gritar o barulho da buzina. Seu pai que é o atleta da família não tinha muita paciência não, fazia sempre um trajeto curto, então você vinha atrás e mim parra garantir aquela voltinha demorada pela casa. Apesar de ficar sempre cansada eu achava o máximo te levar para passear. Te amo filho.  
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Brincando com as formas.

Ganhamos a algum tempo um jogo daqueles de formas variadas que encaixam num recipiente bonitinho. O Tatá adorou e brincou por muitos meses seguidos, mas chegou o dia que ele ficou esquecido no canto da nossa sala-brinquedoteca.  

Até que não achei ruim, pois  a musiquinha me tirava o precioso sono, quando de madrugada ficava cantarolando na minha mente insistentemente.

Mesmo assim fiquei com dó do brinquedo (acho que é resultado de ver o Toy Story), então chamei a "bacia sensorial" do Tatá para entrar em ação.





Escolhi a base de arroz pelo fato de ser gostoso o manuseio deste cereal, além do que seu barulhinho é bom!





Como as formas são relativamente pequenas, iria requerer a ativação das suas habilidades de coordenação motora fina para encher cada peça. Isso se torna tranquilo quando a farra está liberada.
  




No início da vida das crianças torna-se necessário a repetição para a apreensão dos conhecimentos, desta forma, mesmo ele identificando os brinquedos não deixei de falar o nome e a cor de cada um deles.

Esse exercício/brincadeira gerou um efeito tranquilizante (como aquele jardim Zen), até eu entrei nessa atividade e ficamos os dois transportando os grãozinhos de um lado para o outro.

Depois deste dia o Tatá sempre que deseja vai direto no pote do arroz (que é transparente e fica ao seu alcance). Às vezes coloco as formas, mas também procuro outras coisas que estejam à mão e sejam interessantes.

Num desses dias eu fazia almoço e ele brincava, quando passou uns SEGUNDINHOS e sem eu perceber ele tinha arrastado a bacia até a porta da entrada. Foi parar arroz até debaixo do sofá. Mas tudo bem, afinal, porque não mamãe?

Pode não parecer, mas esta inocente brincadeira auxilia nos conceitos matemáticos que ele usará daqui a algum tempo.


Recado para o Tatá:  Meu amor, tem certas brincadeiras que eu pareço criança ao seu lado, me divirto tanto quanto você. Acredita que quando você enjoou de brincar eu fiquei ali paradinha só curtindo o arroz? Te amo.

  
      

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Tirando um som na cozinha!

Incentivar as crianças a gostarem de música é mais que saudável, é necessário para o crescimento emocional deste pequeno cidadão do mundo. Foi experimentando diferentes músicas que percebi o gosto do Tatá por "chorinho", desta forma quando vou dar o seu almoço eu coloco Abel Ferreira e aí tudo fica mais tranquilo.


Parece mágica, ele escuta, dança e come! Pelo menos esse tipo de choro faz bem aos ouvidos! Santo Abel!

Mas proporcionar a experiência com música para as crianças vai além de simplesmente escutá-la, são várias formas simples que podemos no cotidiano fazer este relacionamento dar certo, e para começar nada melhor que as panelas velhas e uma colher de pau para seu filho trazer à tona o músico que há dentro dele.




O ideal é que as panelas sejam de tamanhos e formas diferentes, assim se consegue chegar nas diversas "notas musicais". 




  

Eu dei uma mãozinha para ele perceber que cada batida é um som, porque no início ele queria saber somente da sua panela preferida.

Entretanto bastou uma única exibição para ele começar a batucar em todos os "instrumentos". Isso é ótimo, significa que seu senso de lateralidade está se desenvolvendo naturalmente .

 



Outra coisa interessante é a possibilidade da criança perceber o contraste entre os objetos grandes e pequenos. São as grandezas naturais e  o enriquecimento do vocabulário presentes na brincadeira diária,  por isso é válido enfatizar "olha que panela pequena!", "olha que panela grande!". Sem falar na coordenação motora e orientação ritmíca!

Como essas panelas ficam no alcançe do Tatá, depois que apresentei sua "bateria completa" ele sempre que  deseja "vai tirar um som".

Tem horas que é super conveniente (na hora de preparar o almoço por exemplo), acontece que nem sempre a vontade deles combina com a nossa. Nessas horas vale a paciência e o bom humor (até de noite viu!), afinal porque não mamãe? 

Recado para o Tatá: Filho gosto muito de escutar você tocando, pena que a vizinha não tem bom gosto para a música! A mamãe aposta em você e te dá o maior incentivo, fazer parte de uma família rock and roll é tudo de bom, e espero que você seja eclético, mas sem deixar cair a qualidade do que escuta viu! Te amo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Preparando o próprio lanche (uma visão do todo)!

Ter uma visão do TODO é muito mais interessante que saber apenas da existência fragmentada das coisas, por isso sempre que possível mostro ao Tatá que seu alimento, bebida, brinquedo ou qualquer outra coisa não surge do nada, e sim tem um princípio essencial.

A forma que mostramos o mundo pode fazer grande diferença na construção da persona que está diante de ti, e essa apresentação pode ser sempre sútil, ou seja, não é uma questão de afogar a criança em filosofias, e sim fazer com que ela perceba amorosamente as "grandezas e pequenezas" que a cerca.
Quer momento mais gostoso que descascar um milho, cozinhá-lo e depois comê-lo para ter uma visão mais abrangente do alimento?  




Desta forma a "função" de preparar o milho ficou com o Tatá. Sua bacia sensorial mais uma vez entrou em ação, e ele achou o máximo descobrir cada palha e cabelinho do milho.






Mas como estava difícil para ele puxar as palhas sozinho, eu dava uma leve ajudinha retirando o início de cada uma (para ele poder puxar até o final) e depois arrancava de vez a palha do alimento. O bacana é que depois de vários milhos ele entendeu o conceito de "puxar" e de "força", já que eu falava para ele "PUXAR com mais FORÇA" as palhas até o final.

Ele bem que tentou tirar tudo, mas não deu, porque a mamãe aqui não soube escolher o milho e pegou os mais novinhos no sacolão (o que é bom para a qualidade do alimento, mas se torna difícil o manuseio para a criança). 






Chegou um certo momento que ele percebeu que o milho rolava de maneira engraçada no chão, e aí ele espalhou pela casa toda. Também adorou os cabelinhos, que tentou tirar de todos (muito bom para a coordenação motora fina!), e por fim a palha, que claro experimentou, colocou na cabeça e fez de tudo com elas.





Depois fomos para a cozinha preparar o lanche da tarde. Coloquei só um cheirinho de sal e deixei ficar bem mole, afinal o "meu Chico Bento" aqui só tinha um dentinho nesta época.

E quem disse que só um dente não faz milagre? Ficou um tempão com a espiga só experimentando a façanha de morder, chupar, linguar, bochechar, guspar, etc.  

Mas antes que minha mãe me ligue para falar alguma coisa (kkkk), sim depois eu soltei os grãos do milho para ele comer mais!

O lanche demorou muuuuito para sair, mas afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho você é bom de boca, mesmo magrinho desse jeito, e eu ri muito com você comendo o milho todo desengonçado. Até a sua orelha comeu também, e tenho certeza que ela ficou satisfeita. Te amo.  

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Enquanto um cozinha, o outro brinca!

Algumas atividades/brincadeiras são ideais para aquelas horas que você precisa "se virar nos 30" (lê-se: fazer almoço, cuidar do filho, dar uma passadinha na internet, falar com o marido, e tudo ao mesmo tempo)!

Para tanto, uma caixa de papelão com vários furinhos dando sopa é uma ótima saída para você, e um excelente exercício de coordenação motora fina para seu baby.

Sim, porque a hora do pré-almoço também pode ser divertida.

Desta forma, basta separar uma caixa de papelão e encapá-la, (o colorido é mais legal), fazer alguns furinhos e pegar aqueles feijões do pote da cozinha.
 



Sabe aqueles brinquedos caros, aliás, caríssimos que cantam, dançam, dão piruetas e etc.? As crianças podem até adorar (e o Tatá também gosta!), mas nenhum deles é tão sutil quanto um buraquinho feito pela mamãe para jogar dentro dele um grãozinho tão preciso que sempre aparece nas papinhas. 

Sim, porque as crianças percebem tudo, e para elas é o máximo poder manusear algo que a mamãe sempre prepara com amor.







O Tatá não chegou a explorar todos os furos, apenas os centrais e aqueles que estavam mais perto. Este pequeno detalhe é importante e demostra que sua percepção macrocósmica ainda está em construção.



 

Entretanto,  a concentração foi muito trabalhada, o que vai favorecer futuramente nos momentos que ele precisar ativar a atenção para suas vivências.

Obviamente que ele não acertou todos os feijões dentro dos buracos, mas tudo bem, porque isso não é um jogo para ver quem ganha mais, e sim uma brincadeira desafiadora para suas habilidades de  "conquistador do mundo" que se mostra aos seus olhos.  

A cozinha ficou cheia de feijões, alguns deu para resgatar e outros infelizmente não. Mas consegui terminar o almoço, brincar com ele, combinar o final de semana com o marido e dar um alô na web. Afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Amor, seu pai jurou que não ia comer o feijão da sua brincadeira, mas alguns dias depois (e com ele bem lavadinho e super temperado) seu papai achou o máximo! Aliás, ele só vai saber que aqueles feijões deliciosos eram justamente os que você brincava por aqui..kkkkk...te amo!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Encantando-se com a própria imagem!

Quando eu era pequena gostava muito de brincar com o espelho. Minha brincadeira era assim: Colocava o espelho refletindo o teto da casa e andava por todos os lados como se os obstáculos vistos do alto realmente existissem. Devia ser muito engraçado para quem ficava me observando, já que era um tal de pula-pula, abaixa, levanta sem aparentemente nenhum motivo.

Lembrando disso resolvi proporcionar ao Tatá sua primeira brincadeira livre com o espelho. Mas como ele não entende ainda as "leis da imaginação" versus "as leis da física" tinha então que bolar algum atrativo para ficar legal.

Olhei a beterraba no fundo da geladeira que já estava quase passada e pensei: hummmm é por aí!

"Santo juicer"! Coloquei o espelho no chão, dois pincéis (que ele já assimila serem parceiros das tintas) e um pote com o suco de beterraba.

Primeiro encantamento: A própria imagem no espelho e os movimentos do corpo.





Costumo colocar músicas gostosas quando vamos fazer alguma atividade/brincadeira, e ele ficou um tempo dançando com os pincéis na mão. Em princípio não queria subir no espelho, vai saber o porquê? Será que ele estava achando que ia pisar em si mesmo? Achei isso o máximo!
 





Mas sendo ele um danadinho por bagunça, e sabendo que aquilo vermelho no pote só podia ser "ita" (tinta), ficou apontando e pedindo o recipiente. Então virei um pouco bem no meio do espelho, o que fez ele tomar coragem e ir até lá.

 




Como sei que o espelho possui uma certa mágica, e como a música estava nos envolvendo, acabei não falando quase nada nestes momentos, talvez isso tenha ajudado o Tatá a ficar tanto tempo só olhando a sua própria imagem esquecendo-se até da tinta de beterreba com aquela cor tão bonita.






Foi de propósito deixá-lo peladinho, além do calor que estava fazendo ia ser uma ótima oportunidade para ele ver seu corpo por vários ângulos ainda não vistos.
 




Era algo muito interessante ver como a cada pincelada no espelho, e consequentemente cada "cara nova" que aparecia, ele ficava intrigado.
 



O segundo e constante encantamento: Ver todo o seu corpinho fazendo coisas engraçadas, e continuando "limpinho" ao invés de todo vermelhinho como aquele que aparecia na sua frente!



Depois destes momentos deliciosos, ele descobriu que também podia ficar vermelho e começou a se pintar, mas acabou não achando muita graça, o que me fez transferir a brincadeira para o quintal e começar uma outra: lavação geral!

Ele, espelho, potinho e tudo o que estava por perto entrou na brincadeira. O que foi super interessante, pois com a água no espelho outras revelações e entendimentos da "física da vida" estavam sendo processadas no seu "pequeno grande cérebro".





Caiu tinta de beterraba por todos os cantos da edícula, principalmente quando ele descobriu que batendo o pincel no espelho a tinta voava no ar. Então imaginem como ficou. Mas vou deixar de proporcionar ao baby uma experiência tão significativa de construção e reconhecimento da sua identidade? 

Afinal, porque não mamãe? 

E para quem mora em apartamento só uma dica: o box do banheiro é um ótimo lugar para brincadeiras assim!

Recado para o Tatá: Filho quase entramos em transe...kkkk...você encantado com sua imagem no espelho e eu encantada com você! Te amo!





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Apresentando as cores e suas tonalidades

Um momento de conquista da criança é quando ela reconheçe as cores do mundo e a variedade das tonalidades existentes. Por isso comecei a fazer algumas brincadeiras com o Tatá para pontuar as 4 cores primárias.

Tudo muito simples, uma bacia, um pouco de farinha de mandioca (que já estava sem uso culinário) e objetos do dia-a-dia. 

Apesar do Tatá conhecer muito bem cada brinquedo, o fato deles estarem na bacia com a farinha foi um atrativo completamente diferente. O que gerou bons minutos de diversão, atenção e descoberta das cores e tons.




A primeira cor que apresentei foi a azul, pois já havia reparado ser a sua predileta. Acho que isso não tem a nada a ver com questão de gênero, mas sim com questões da cromoterapia. Como o azul transmite paz e equilíbrio, acredito ser natural para os bebês gostarem dessa cor.







Quando ele viu a bacia fez sua cara típica de "uau", e avançou para colocar sua mãozinha na farinha, afinal é uma delícia mesmo e gera um efeito super relaxante.
 




Como havia colheres e potes na bacia, sua brincadeira também ajudou muito na coordenação motora de tanto ele colocar e tirar os pequenos grãos dos recipientes.





Alguns dias depois fiz a bacia de cores e tons amarelos. Nesta até uma laranja entrou, para ele ver que uma das suas frutas prediletas está dentro das nuances do amarelo.
 




Como da outra vez a farinha chamou primeiro sua atenção, e depois a possibilidade de ter seus brinquedos como instrumentos da sua imaginação. 





Também havia colocado uma aranha, e quando ele veio me mostrar aquela coisa diferente (este objeto ele ainda não conhecia) frisei o seu nome, e de imediato ele repetiu: "Aãnhã"....








Mais alguns dias depois foi a vez do verde, como tinha um potinho com tampa, e como ele estava na fase do abrir e fechar ele ficou um bom tempo se divertindo com esta ação manual.




Normalmente eu deixava a bacia pronta para quando ele acordasse já pudesse encontrar tudo preparado, e neste dia quando entramos na edícula ele viu a bacia em cima da estante e apontou direto para ela, como se dissesse: "oba já sei o que vai rolar"!

  
  


Quando a criança assimila uma brincadeira ela está pronta para se aprofundar e explorar ainda mais as suas descobertas, e assim o Tatá foi dando outras utilidades para os objetos, como quando ele colocou o lápis dentro da bola com furos e tentou girá-la.





A última cor foi a vermelha, preferi assim já que as vezes ele ignora os objetos vermelhos, e por isso procurei coisas em casa que fossem mais interessantes, como por exemplo a bola de bexiga que é sucesso garantido, e outra aranha que tanto ele gostou.






O Tatá tem uma concentração natural, o que acho bem bacana. Ele olha, vê, manuseia e então interage comigo para "perguntar ou comentar" sobre as coisas que chamam atenção. O que sempre faço prontamente é responder sobre o nome das coisas e para que servem. Essa conversa com certeza ajuda na construção do vocabulário. O resultado disso é que ele entende praticamente tudo o que explico, e no momento que finalmente começar a pronunciar as palavras saberá o significado de muitas delas.



Obviamente que tudo isso para ele é pura brincadeira, e é assim que tem que ser!

Essa atividade fez sujeira? Um pouco! Requeriu um certo tempo para executá-la? Sim! Valeu a pena? Claro! Ele agora entende as cores primárias? Talvez sim, talvez não! E seu cabelo, ficou cheio de farinha? Siiimmm, afinal, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Filho a mamãe conseguiu gravar sua cara de "uau" para que você possa ver no futuro seu entusiamo pela vida. E esse rostinho sempre foi o meu termômetro, pois toda vez que você solta seus sons e faz seus gestos de feliz eu sei que estou no caminho certo. Te amo muito filho!


 



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