Apresentando os Números

Fazia algum tempo que desejava apresentar os números oficialmente ao Tatá, obviamente que isso aconteceria na junção de conhecimentos com brincadeiras.

Tintas Comestíveis

Tintas comestíveis são sempre uma boa pedida para momentos de diversão garantida, com a possibilidade de trabalhar texturas, cores, coordenação motora, sensibilidade, equilíbrio...

Apresentando os Números

Fazia algum tempo que desejava apresentar os números oficialmente ao Tatá, obviamente que isso aconteceria na junção de conhecimentos com brincadeiras.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Kit 5 sentidos.

Canecas, copos, potes, panelas, enfim, qualquer coisa vale. O conteúdo também pode ser aquilo que está disponível na sua casa. Eu separei: feijões, arroz, argilas, carvões, barba-de-bode, dois tipos de flores, cascas de ovos, avelãs, farinha de trigo, farinha de mandioca, serragem, conchinhas e sementinhas que recolhemos na rua. Um super “kit cinco sentidos” elaborado com canecas de bambu que estavam guardadas desde outros carnavais.

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A ideia principal e simples era que o baby pudesse explorar com toda a liberdade todo aquele mundo encantado de sensações. Sem regras, sem indicações, sem nada; apenas ele e sua curiosidade.





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E foi assim praticamente toda a brincadeira. Ele me viu separando as canecas e os objetos, e mesmo tendo a ideia do que ia acontecer na sequência, foi uma surpresa quando coloquei tudo na sua frente. Muitas brincadeiras podem dar super certo apenas com a encenação da produção, porque a criança se envolve emocionalmente com aquilo que está sendo apresentado e o simples, torna-se mágico.

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Aos poucos o Tatá foi pegando cada caneca, descobrindo e explorando seu conteúdo. A variedade e até a quantidade é muito importante, porque quanto mais oportunidade a criança tem de sentir, ouvir, ver, cheirar, tatear,  maior será a diversão e melhor serão os aprendizados que ela pode adquirir.

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Conforme o Tatá virava o conteúdo de cada caneca, a possibilidade dos seus 5 sentidos de assimilar diferentes conhecimentos crescia, porque ao mesmo estava acontecendo o seguinte: Ouvia o barulho que os objetos faziam, sentia o cheiro que exalava deles, via como, quando e onde cada objeto estava ou caia, manuseava e percebia as formas de cada um, e o paladar, que nesta brincadeira ficou por conta das avelãs que comemos depois, ou pelos micro grãos da farinha que chegaram na sua boca, também pode ser encarada como estando unido ao sentido do olfato, já que um cheiro remete a uma lembrança que remete a um sabor.

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Acostumar as crianças a brincarem com diferentes texturas (e não apenas o poderoso  “rei-plástico”), gera criatividade, e isso é muito mais rico que qualquer coisa, já que ocorre um complexo exercício da imaginação, que na criança funciona  como meio para desenvolver características do ser individual o do ser social. Para além de ser puramente um divertimento, torna-se, com o tempo, com a maturação, e com as habilidades adquiridas, uma função vital e necessária para viver o presente e o futuro no âmbito da sociedade. 

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Conforme o tapetinho foi ficando mais e mais cheio dos objetos, o Tatá gostava ainda mais de sentir aquela mistura que estava se formando.

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Achar os pequenos grãos de feijões tornou-se uma brincadeira divertida. E conforme o baby coloca de volta na caneca, estava exercitando seus movimentos de pinça.

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Transferir os conteúdos entre as canecas também foi outra ação que o Tatá praticou bastante. Sabe o que isso significa para uma criança? Que ela está desenvolvendo partes do seu cérebro que dão conta de dimensões espaciais, já que é necessário mirar para acertar (sem derramar) o conteúdo dos potes.

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Outra habilidade interessante, e que esquecemos porque dominamos, é a destreza de trabalhar com as duas mãos ao mesmo tempo. Para nós é fácil (ou não!), mas para eles ainda é algo que precisa de prática para aperfeiçoamento. O Tatá se dá bem fazendo duas coisas ao mesmo tempo, principalmente quando essas coisas são bem interessantes e convidativas para tatear!

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Quando ele virou a caneca das flores, ficou um bom tempo observando-as, mesmo tendo a árvore disponível no quintal e vendo-a todos os dias. Isso ocorre porque agora elas estão em outro contexto, essa é a vantagens de apresentar as brincadeiras de jeitos distintos. Sempre ocorrerá a novidade!

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Tateou, olhou…

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E cheirou as mimosas lanternas chinesas.

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As farinhas também foram ótimas estimuladoras de transferência de conteúdos. Fazia um barulhinho bom!

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As conchas funcionaram como ativadores da audição.

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Porque neste momento pedi ao baby que as colocasse na orelha para ouvir o barulho do mar. Como haviam várias, ele gostou da descoberta e repetiu diversas vezes.

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O carvão foi um dos últimos itens a ser descoberto. Ficamos mais de uma hora nessa brincadeira. O importante  é sempre a mãe/pais estar junto. Até a criança mais pequena tendo  a companhia  do adulto fica mais e mais tempo concentrada e entregue à brincadeira. 

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Falei para o Tatá que o carvão servia como um giz, e o pequeno foi logo pondo em prática o novo tipo de pintura.

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Quando todas as canecas estavam vazias, ele queria pegar os feijões novamente. Então apresentei a possibilidade de usar a peneira, e essa sugestão permitiu que o baby pudesse perceber que: os objetos grandes não passam pela peneira, apenas os muito pequenos. E assim teve sua primeira aula de ciências na temática do “Processo de separação de misturas heterogêneas”.

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Obviamente que o baby amou a aula! 

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O feijão e o arroz ficaram perdidos, não foi possível sua reutilização. O quintal ficou com farinha para todos os lados, e agora as canecas de bambu tornaram-se posses do Tatá. Entretanto, foi uma tarde deliciosa de brincadeiras. Então, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor, o que dizer…é sempre bom, muito bom ver que muitas coisas que você está vivenciando pela primeira vez na sua vidinha linda foram proporcionadas pela mamãe. Te amo. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Bexigas com recheios.

A clássica brincadeira de “estourar a bexiga” sempre faz sucesso com as crianças maiores que conseguem essa proeza sozinhas. Queria ver se com o Tatá aconteceria a mesma coisa.

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Então peguei algumas bexigas transparentes (que você encontra em casa de festa) e coloquei alguns recheios. Feijão, milho, farinha, areia colorida, bolinhas de gude e bolinhas de gel. Prendi tudo no varal enquanto o Tatá dormia, para fazer uma surpresa! (Caso você more em apartamento, escolha um local que dê para você passar uns barbantes na casa, ou sugira como brincadeira de final de semana no condomínio entre as crianças!)

 

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Quando fui pegar o baby em sua cama, disse que tinha uma surpresa no quintal! O danado nem quis saber de mamar na “mi-mamãe”, saiu correndo e foi um custo colocar sua sandália antes de chegar na porta da cozinha! Mas valeu a pena, porque ele ficou paralisado um minuto inteiro ali na frente. Acredito que pensava no que ia fazer com tudo aquilo.

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Primeiro foi ver as bexigas, e então notou o conteúdo exclamando o que observava: “oh, feijão!”, “boinhas cororidas”, “fainha”, e assim por diante. Mas não que ele tenha feito a observação em todas na sequência, conforme ia brincando com uma e outra vinha me contar o que havia descoberto! 

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Ele queria a qualquer custo tirar os recheios de dentro das bolas, eu o deixei tentando por algum tempo, e só depois disse que isso seria possível caso as bexigas estourassem. Deste então, posso dizer que a brincadeira ganhou um novo nome: “brincadeira das frustações!” Sim, isso porque o baby tentou muito tempo estourá-las com as mãos sem ter êxito, mas como ainda não possui força, coordenação e habilidade para tal tarefa foi super perdoável, porque até a mamãe aqui apanhou para estourar algumas delas!


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Ele dizia sem parar: “não consegue”, “não consegue”! Eu fiquei com peninha, mas me mantive firme até o último minuto, queria ver se o pequeno conseguiria achar alguma solução para esse problema.

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Ele achou, mas precisou de umas dicas da sua “mi-mamãe”. Falei que caso usasse alguma coisa nas mãos poderia estourar as bexigas. Não funcionou, então dei mais possibilidades: “Algo pontudo e grande”. Ele me olhava indignado! Disse: “Que tal procurar nos seus brinquedos alguma coisa que dê para você bater!” Aí sim, ele foi atrás e achou uma colher de pau (que eu havia deixado de propósito).


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Foram várias tentativas de acertar as bolas, mas as bexigas não obedeciam o Tatá, elas ficavam se mexendo! Eu me contive muito para não dar risadas! Afinal, estava ali para apoia-lo, mesmo que não parecesse!

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Depois de muito tempo, e vendo que o baby estava ficando irritado e querendo desistir, estourei a primeira bexiga (também depois algumas tentativas!). E foram as bolinhas de gude que deram a partida. Aí sim, a brincadeira tomou outro gosto para o Tatá.


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Ele recolheu as bolinhas e começou a brincar. Eu esperei pacientemente que ele se interessasse novamente pelas bexigas, porque se o prêmio tão bravamente conquistado estava em seu poder, obviamente que merecia curti-lo!


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Não tardou e ele resolveu tentar novamente. Gostei da sua determinação. 

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Mas como vi que iria pelo mesmo processo, sugeri que procurasse outro objeto para bater nas bolas, e achou sua varinha de bambu. Novamente não deu muito certo. Então aproveitei para chamar sua atenção para outros pontos da brincadeira. O conteúdo de cada bexiga tinha um peso diferente, consequentemente fazia sons diferentes. Desta forma fui em cada uma mostrar os sons e o chacoalhar. Os milhos e os feijões pulavam de maneira frenética, já as areias faziam um barulho que lembrava o mar. O som das bolinhas de gel era mais grave. E isso deixou o baby encantado, imitando o gestos da mamãe para ouvir novamente.



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Passado o momento sonoro, voltamos às bexigas e a premiação desta vez foi feita com os milhos, que viraram outra diversão

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Às vezes, nós adultos temos a necessidade de mostrar as coisas que achamos legais para os pequenos, mesmo que seja na hora em que estão entretidos com suas descobertas. Acho que muitas vezes o aprendizado deve ser nosso, pois é necessário respeitar o tempo deles e esperar que sua atenção se volte naturalmente para nosso chamado. Devemos sempre lembrar que se algo está merecendo a atenção de uma criança, é porque isso, de fato, é de extrema importância para ela. Pode ter certeza que nessas horas elas estão exercitando seu raciocínio lógico e apreendendo o mundo conforme suas necessidades atuais. Por isso, reserve um bom tempo para as brincadeiras e tenha paciência. Mesmo que para o adulto possa estar parecendo chato (porque não acontece nada!), para eles tudo está acontecendo, afinal, ainda estão iniciando sua jornada nesse mundo e tudo é novidade.


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Consegui tirar uma foto no momento em que presenciou mais um estouro. Quem disse que as mães não tem quatro mãos?

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E dá-lhe brincadeiras com os prêmios!

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Como estava ali uma colher, seu treino de coordenação motora fina aconteceu várias vezes quando resgatava os recheios no chão para levar no tanque de areia distante. 

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Como amarrei as bolas em fitas coloridas, automaticamente o Tatá classificou as cores e relacionou seus conteúdos. Isso não foi intencional, mas daria para trabalhar também este conhecimento. 


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Quando acabaram as bolas ele só pedia mais e dizia: “Cabô! Mais”! 

Deu um certo trabalho para colocar os recheios nas bolas, quase engoli farinha (kkk), fiquei com as bochechas doloridas, mas o baby se divertiu muito. Então, porque não mamãe?

Recado para o Tatá: Meu amor amo quando você me abraça e fala: “Mi-mamãe!” sempre depois de uma brincadeira. Ah como essa sua pequena ação me derrete a muitos meses. Por isso sempre tenho mais e mais vontade de fazer um monte de coisas legais para você. Te amo.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tinta de ovos e temperos.

Certa vez li num site que as pinturas de Da Vinci eram feitas à base de ovo. Achei simpático, mas deixei para lá. Agora com um filho em casa quanto mais natural forem minhas escolhas mais interessantes serão seus aprendizados. Por isso procurei na web a receita da tal tinta. Não fiz com a autoridade de Da Vinci (com certeza!), mas deu para o Tatá brincar de “pintor profissional”.

Peguei três ovos, separei as claras em potinhos diferentes e despejei em cada um temperos que tinha em casa com certa coloração. Canela, curry e louro em pó. Minha intenção foi conseguir tinta verde, marrom e amarela. Não ficou perfeito, mas o que interessa foram as sensações que o baby conseguiu ter com a experiência.

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Falei para o Tatá o que iriamos fazer. Acho importante a criança estar presente em todo o processo, por isso ele me viu pegando os ovos, fazendo as misturas e separando todo o material. Ficou encantado em saber que a tinta era feita de ovos com temperos. Deixei ele cheirar os condimentos antes e depois da mistura para perceber as diferenças. 

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O engraçado é que não quis dar pinceladas no quadro, mas sim despejar as gotículas da tinta sobre a tela. Isso seria óbvio? Claro que não, ele percebeu que a consistência era outra, que derramava pelo pincel como uma “gosma”, e “resolveu um possível problema de técnica ,adaptando seu estilo de pintura”.

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Quando ele preencheu o quadro do seu gosto me pediu os potes dos temperos que estavam ali perto. Eu disponibilizei na mesma hora.

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Então, para dar mais vida à obra começou a jogar por cima das gotículas o pó do curry e da canela.


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Achei muito bacana essa escolha do baby, sabia que naquele momento a proposta de pintura poderia “terminar” para começar uma outra proposta de “bagunça”, mas nesses momentos não importa se ele segue os meus propósitos, mas sim que possa materializar sua criatividade através da suas vontades. 

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Para minha surpresa, o Tatá não havia esquecido da ação da pintura e continuou com o pincel a sua composição do quadro. 

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Mais de uma vez ele repetiu as gotículas com os temperos.

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E deixou se levar com as mãos na sua criação.


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Às vezes fazia caras e bocas, dava volta no quadro, como se estivesse analisando cada ângulo.

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Adorou a mistura líquida da tinta com o pó dos condimentos. 

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Numa certa hora ele pegou o quadro e trouxe para mim dizendo: “tá “ponto”. Mas ele queria pintar mais, por isso peguei umas bandejas de frios e um vidro de tinta óleo para se divertir ainda mais.

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Se o Tatá estivesse numa escola, com certeza muito antes dessa “bagunça” a aula de artes teria acabado com quadro lindo e perfeito, mas como em casa pode muita coisa, eu liberei, porque o mais importante é sua experiência livre de criação.

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Entendo que nas escolas a logística é outra, e por isso muitas vezes as aulas de artes para educação infantil chega a ser rigorosa demais. A preocupação (às vezes) é mostrar aos pais as “coisinhas lindas” que seus filhos fizeram. Mas o preço a pagar pode ser um pouco alto, porque não é permitido que os pequenos se expressem por inteiro. Por isso, se as crianças tiverem em casa a oportunidade de fazer aquilo que as escolas não deixam, com certeza além do momento ser muito mais feliz (por estar junto com a família pintando e bordando), o grau inventivo da criança será deveras maior!


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Tinta e temperos foi uma ótima combinação, porque  os cinco sentidos estavam sendo explorados ao mesmo tempo. A visão (da arte em si), o olfato (o cheio dos temperos), o paladar (porque a boca do Tatá ficou com canela), o tato (a ação da criação) e a audição (estávamos com trilha sonora). Foi uma entrega total!


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Bom, quando a canela e curry chegaram ao fim, o Tatá queria minha ajuda para colocá-la de volta no pote, e assim continuar sua arte, mas como isso foi meio complicado, resolvi colocar areia colorida que havia sobrado de outras brincadeiras. 


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Com isso, até a mesa virou um quadro! E ficou lindo!


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Toda essa atividade/brincadeira levou aproximadamente uma hora. Com isso havia chegado a hora de arrumar a edícula. Normalmente levo o Tatá para um banho e volto sozinha para arrumar. Mas chegou a hora o moleque me ajudar..kkkk

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Ele ama ajudar a mamãe a passar aspirador de pó na casa.

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O engraçado é que só neste momento que percebeu sua mão com as cores dos condimentos.

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Mas não desistiu, e não me deixou arrumar nada. Com isso ficamos mais um tempão só na atividade da vida prática.


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E a parede da sala vai ganhando mais quadros do meu pintor predileto!

A edícula ficou com o maior cheirão de canela? Sim! 
O aspirador de pó até hoje cheira um pouco a canela? Siiiimmmm! 
O papai brigou porque usei todo o curry dele? 
Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmm!!! 
Mas e dai? Ficou tudo tão lindo!

Recado para o Tatá: Meu amor, algumas mentes machistas podem achar que eu estou te educando muito no mundo feminino (de arrumar e fazer comidas). Mas eles não sabem que os “homens domésticos” fazem o maior sucesso com as mulheres! Imagine sua futura esposa super feliz porque tem um companheiro completamente parceiro na vida. E se você não casar poderá se virar muito bem sozinho em qualquer parte desse planeta lindo. Então aprende com a mamãe sim, porque você só tem a ganhar! Te amo.



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